domingo, 1 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MENTIRA

1º de abril... Quantas vezes não caímos naquela mentira contada por um amigo para nos fazer de bobo. Eu perdi a conta! Uma brincadeira que passou pela minha infância, adolescência e parou na idade adulta.

Com a mentira não se brinca. Assim como não devemos também falar a verdade nem de brincadeira. Um paradoxo para quem busca a verdade como meio de libertar-se da mentira que nos submete aos maiores vexames neste mundo de provas e expiações humanas.

Refletindo acerca de um pensamento de Emmanuel, orientador espiritual do nosso saudoso Chico Xavier, chegamos a conclusão que entre mentir e falar a verdade é melhor ficar calado para não ferir melindres pessoais ou interesses de grupos.

Diz Emmanuel que "a atitude de mentir é uma das mais deploráveis para a formação de um bom caráter". Ou seja, o mentiroso não tem escrúpulo nem limites para se passar pelo que não é. Ele mente com tanta segurança e repete a mentira tantas vezes que acaba convencendo a todos em sua volta.

Porém, como toda mentira tem perna curta, um dia o mentiroso deixará cair a máscara de sua má conduta. Não enganará a mais ninguém. Nem mesmo a si próprio. E por mais que queira provar que deixou de ser mentiroso compulsivo, ninguém o levará a sério.

Muitas relações políticas, religiosas e sociais terrenas é promovida na base da mentira, desde a época das profecias, dos milagres e das revelações feitas por Jesus, aquele a quem a mentira submeteu aos mais terríveis flagelos físicos porque não explicou a Pilatos o que "era a verdade".

Não foi à toa que o Mestre nazareno disse que o espírito humano só herdaria o reino do céu quando transformasse seu orgulho e egoísmo em sentimento de pureza e ingenuidade, marca incontestável da personalidade da criança.

E como já ensinava nossos pais, criança nunca deve mentir para não crescer com caráter deformado e moral comprometida. Todavia, pode brincar de mentir no dia 1º de abril. Uma mentirinha que não fará mal a ninguém, obviamente.

Bem diferente do "jeitinho brasileiro" que quase sempre recorremos para nos beneficiar inescrupulosamente diante de uma circunstância qualquer na qual a corrupção pode nos favorecer.

Mentira e verdade... Jesus não teve escolha: preferiu ficar calado e ser pregado na cruz.

Ele, o libertador de consciências espirituais adormecidas, herdou o reino do céu. Quem o julgou desleal, mentiroso, indigno e vil criminoso, mantém-se preso ao magnetismo de mundos atrasados como o nosso.

Castigo? Não! Uma oportunidade para reescrever um novo recomeço no livro de sua vida espiritual progressista e eterna.

Texto de TONINHO BARROS FILHO, João Pessoa, PB.

quarta-feira, 28 de março de 2012

EDUCADOS E EVANGELIZADOS

Se em 2011 não tivemos o hábito de usar de boa educação no relacionamento diário com as pessoas é bom não esquecermos disso no ano em curso. Ser educado é uma obrigação social de qualquer pessoa. Não importa o grau de escolaridade. O nível na linha de status.

Saibamos usar com mais frequência o cumprimento adequado ao momento, o agradecimento sincero acompanhado de um sorriso fraterno, o aperto de mão e o abraço quando depararmos com os velhos conhecidos e os novos amigos.

Procuremos sempre chamar as pessoas que conhecemos pelo nome próprio. Nunca por apelidos.

A boa educação não prescinde da gentileza, da atenção, da generosidade, do respeito e do bom tratamento incondicional às pessoas, principalmente aquelas mais idosas e desacompanhadas.

Não importa que a maioria das pessoas nos veja com estranheza, olhares esviezados, desconfiança... Elas certamente não sabem que educação faz bem a vida. É melhor que grosseria, antipatia, desfaçatez.

Uma amiga nossa lembra com sabedoria que "uma pessoa educada é uma alma evangelizada". Ela tem razão. E cita Chico Xavier como maior exemplo a ser seguido.

O que adianta apresentarmos uma aura de evangelizados sem o tônus moralizador da educação integral? Quase sempre andamos invigilantes com a própria conduta e o comportamento de espíritas e cristãos renovados.

Somos incoerentes quando ensinamos uma coisa que não praticamos no dia a dia. E somos observados em casa, na rua, no trabalho e no templo religioso, por pessoas que simpatizam ou antipatizam com o nosso jeito de ser e viver.

Obviamente, a nossa educação não depende da educação equivocada ninguém. Logo, não busquemos imitar quem quer que seja tão somente pela aparência de santidade.

Sejamos naturais e expressivamente nós mesmos. Não importa a nossa condição social, profissional e religiosa. Tratemos todos com a mesma boa educação que estamos assimilando na leitura diária de O Evangelho Segundo o Espiritismo e com os ensinamentos morais de Jesus.

Sem a ingênua pretensão de que seremos tratados com a mesma reciprocidade.

Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa, PB.

segunda-feira, 26 de março de 2012

QUEM FAZ A BOA E A MÁ RELIGIÃO?

O pai da Psicanálise, Sigmund Freud, em sua obra "O Futuro de Uma Ilusão", publicada em 1927, colocou em xeque velhos e rancorosos conceitos com a lógica imbatível de sua genialidade. Ele aponta a Religião como movimento inútil e ilusório e acrescenta que "o desprezo pela realidade não pode ter importância para o homem verdadeiramente maduro".

O autor do livro "O Capitão", Marx afirmava que o Cristianismo é uma emanação do sistema capitalista e que "a Religião é ópio do povo". Ele, obviamente, conhecia bem os cristãos de sua época, mas desconhecia completamente os ensinamentos morais de Jesus.

O discípulo de Epicuro, Lucrécio, já dizia há mais de dois mil anos: "Chegou para a Religião a hora de ser esmagada". Ele detestava a hipocrisia dos religiosos que se deixavam fanatizar.

Segundo Freud, "o infantilismo das massas fez das crenças meros paliativos para as neuroses individuais, em que pese, na maioria das vezes, haver amor sincero a Deus e desejo de uma vida melhor".

Em nosso tempo, observamos que as Religiões sem lideranças que demonstrem exemplos morais consubstanciados nos ensimentos evangélicos de Jesus, acabam afastando as pessoas cultas e sérias dos templos e do sentimento mítico superior, indispensável ao equilíbrio humano.

Com esse tipo de comportamento e conduta, fazem surgir críticos mordazes e endurecidos que desnudam seus equívocos, impedindo o desenvolvimento da esperança em almas sedentas da verdadeira fé.

O Espiritismo, desde a sua codificação em meados do século 19, trouxe uma nova ordem religiosa que precisa ser preservada, estudada com bom senso e vivenciada com ética e moralidade verdadeiramente cristã.

Como espíritas e cristãos, vivendo um profundo processo de regeneração moral da sociedade humana no planeta Terra, precisamos estar atentos aos compromissos assumidos com a nossa própria transformação.

Devemos cuidar de nossa educação integral (social, intelectual, moral e espiritual), evitando a todo custo as agressivas divergências doutrinárias e as falsas interpretações em torno da natureza e dos objetivos reais do Espiritismo.

Os equívocos em nossa caminhada evolutiva são imprevisíveis quando nos julgamos "donos da verdade absoluta", no entanto, continuamos apegados aos ritos e às crendices fantasiosas de quem divulga a Doutrina dos Espíritos talhado na pseudo-sabedoria dos visionários sedentos por revelações do mundo espiritual, cujas nuances desconhecem por completo.

As novidades introduzidas no movimento espírita, que acabam levando adeptos iniciantes e desavisados à alienação evangélico-doutrinária, devem ser devidamente esclarecidas à luz da racionalidade kardequiana.

São enxertos que acabam constituindo entraves no entendimento dos adeptos imaturos em relação aos aspectos científico, filosófico e religioso do Espiritismo. Em nome de uma contraditória modernidade, muitos companheiros não se dão conta do prejuízo que acarretam ao movimento e da confusão que geram na cabeça de quem ainda não sabe pensar por si mesmo.

Saibamos, por conseguinte, aprender, viver e ensinar o Espiritismo revestido de simplicidade, humildade e paciência. O Espiritismo, com já foi dito, "será aquilo que dele fizerem seus adeptos".

Cuidemos, pois, para oferecermos o nosso melhor pelo bem da veneranda doutrina.

Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa, PB.

domingo, 18 de março de 2012

AS AFLIÇÕES E OS DESGOSTOS DA HUMANIDADE

O nosso planeta Terra é um mundo de provas e expiações inquietantes. Quem ainda se submete a reencarnação por aqui é Espírito necessitado de reeducação. Com exceção de uns poucos que retornam para ajudar no progresso social, intelectual e moral de nossa sociedade ainda tão apegada aos prazeres fugazes e ilusórios do planeta.

Motivo de nossas aflições e desgostos, as provas e expiações deste mundo existem para nos testar a capacidade emocional de suportar suas agruras com paciência, tolerância, resignação e fé.

Não tem jeito de fugir de nenhuma delas. São efeitos de causas naturais que provocamos em vidas passadas. Enquanto não eliminarmos uma por uma, daqui não sairemos para um plano espiritual mais harmonioso e feliz.

Tem quem diga que tudo isso é "castigo de Deus". O espírita consciente do seu papel em todo contexto de criação e evolução espiritual, sabe que o Divino Criador não castiga nem obriga as criaturas humanas a experimentar qualquer tipo de sofrimento ou aflição.

Somos os únicos responsáveis por tudo que existe de ruim neste mundo. Uns mais, outros menos. Contudo, não é "o fim do mundo", como os "profetas da era moderna" divulgam equivocadamente.

Quando o processo de regeneração do planeta Terra completar-se, mediante a "varredura" que será feita para afastar daqui os maus Espíritos, aqueles que são pacíficos e cheios de boa vontade tornar-se-ão herdeiros de um novo mundo.

Promessa de Jesus. Vontade absoluta de Deus, nosso Pai.


Texto de TONINHO BARROS FILHO, João Pessoa, PB.

quarta-feira, 7 de março de 2012

ESTENDER AS MÃOS E ABRIR O CORAÇÃO PARA O OUTRO

O segredo para se viver de bem com a vida e com todas as pessoas com as quais nos relacionamos no dia a dia está em sermos gentis, atenciosos e generosos. Não importa se as pessoas não correspondam ao nosso modo educado de viver.

Se o nosso viver pautar-se pela gentileza, pela atenção e pela generosidade ninguém há de ter motivos de reclamar do nosso comportamento e de nossa conduta. Se reclamar, sempre tem quem não goste do nosso jeito de ser, ouçamos com paciência sem antipatizar ou criar animosidade gratuita.

O importante é não fazermos do outro um desafeto, mas compreender que ele carrega problemas que não imaginamos o tamanho nem a gravidade.

O movimento espírita brasileiro atravessa um dos seus momentos mais propícios para juntarmos esforços e experiências. Fazê-lo maior e mais importante do ele já se mostra.

Precisamos, no entanto, acabar com o patrulhamento ideológico, doutrinário e político sobre aqueles com os quais ainda antipatizamos. Ninguém consegue bom êxito em nenhum empreendimento, seja ele material ou espiritual, sem o apoio, a pareceria e a boa vontade dos outros.

Daí a necessidade de se buscar sempre o amigo, o companheiro, o conselheiro, o orientador e o colaborador nas horas mais difíceis.

Jesus nos recomendou que amássemos uns aos outros, com respeito pela individualidade e pela natureza espiritual de cada pessoa interligada ao nosso círculo de amizade. Obviamente, sem a obrigação de seguir e servir quem quer que seja mediante à subserviência cega.

Respeito mútuo e sincero. Permitindo que cada pessoa pense e fale por si mesmo. Assim deve ser o processo de convivência fraterna entre os homens de boa vontade.

Devemos repensar a nossa filosofia de vida e de relacionamentos. Um repensar sadio que possa trazer resultados promissores para a nossa vida futura.

Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa, PB.

AS CONTRADIÇÕES EM NOSSAS RELAÇÕES SOCIAIS ESPÍRITAS

Estamos aprendendo com a Doutrina dos Espíritos que o verdadeiro espírita evangelizado é aquele que se mostra educado e humilde em quaisquer circunstâncias de sua existência.

Temos um exemplo incomparável no saudoso médium Francisco Cândido Xavier, aquele que se fez “o menor” entre todos os trabalhadores do movimento espírita brasileiro para que Jesus crescesse dentro dele.

Um exemplo pouco compreendido e seguido, mesmo depois de sua morte física.

O que vemos, ouvimos e sabemos é a impressionante falta de respeito entre respeitáveis cidadãos de bem, na defesa dos postulados da veneranda Doutrina, fazendo do nosso movimento um “octógono” de disputas verborrágicas que acabam degenerando para supostas ofensas e aguerridas defesas da honra e da integridade moral dos envolvidos.

Imaginemos quantos processos judiciais Chico Xavier teria promovido contra os seus detratores pessoais, os verdadeiros inimigos do Espiritismo. Milhares deles.

No entanto, o sábio mineirinho, protegido por seu orientador espiritual (Emmanuel) e sua mãezinha, deixou que o tempo - senhor absoluto da razão - dissipasse as contradições morais a seu respeito.

Nunca se ofendeu com nada daquilo que os outros julgavam “ser verdade”, tampouco com as tentativas de envolvê-lo em intrigas e maledicências. Manteve-se de consciência tranquila até o final de sua existência física entre nós.

O movimento espírita brasileiro vem perdendo muito em se tratando da qualidade de suas relações sociais entre os homens de boa vontade.

Homens que deveriam ter uns com os outros o mesmo amor que Jesus exemplificou e ensinou também àqueles que ele haveria de reconhecer como seus verdadeiros discípulos.

Diante de tantas agressões verbais e ameaças judiciais, esses homens sempre nos surpreendem em se tratando de reações pessoais deselegantes, mal educadas e sem nenhum respeito fraterno um pelo outro.

Nunca se viu tantos inimigos declarados no movimento espírita quanto agora. Oremos...


Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa, PB.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O BRASIL E SEUS MENINOS DE RUA

Quantos crimes, quantos desvios morais ocorrem diariamente neste mundo pela completa falta de educação de que foi vítima o criminoso quando criança.

As cidades estão cheias de meninos de rua, cheirando cola, fumando crack, desnutridos, analfabetos, sujos e estigmatizados pela desesperança.

Em sua maioria, são crianças jogadas na rua pelos próprios pais. Quem passa e as vê nas praças, em casas abandonadas ou tentando vender algo nos sinais de trânsito, não imagina que naqueles corpos franzinos e maltratados "escondem-se" espíritos que esperam pela assistência solidária de quem já encontrou-se consigo mesmo.

É um problema só dos governos? Se continuarmos pensando assim, logo esses meninos despreparados para o futuro serão seduzidos pelo crime organizado para atuarem no tráfico de drogas, em assaltos e sequestros relâmpagos.

Esses meninos de rua pedem tão pouco: proteção social, educação e amor incondicional.

Podemos minimizar o estado de exclusão social daqueles que desejarem sinceramente "sair dessa vida". Sem esquecer de oferecer ocupação digna aos seus familiares.

Voltamos a pergunta: quem deve protegê-los e cuidar de sua integridade física, moral e espiritual? O Estado, respondem os mais apressados! Aqueles que lavam as mãos diante do indigente social enquanto gastam milhares de reais com sonhos que fomentam egoisticamente.

Não esperemos pelo Estado. A sua política é a política feita de falsas promessas e de exploração à ingenuidade de quem vive abaixo da linha de pobreza.

Façamos a nossa parte sem a pretensão de querer melhorar o sistema num passe de mágica.

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Texto de Toninho Barros Filho, João Pessoa, PB.